Umas coisinhas aí pra não esquecer mais

Uma vez, no meio do meu trabalho, um professor e alguns alunos discutiam sobre como encontrar a alternativa certa entre uma infinidade de opções. Uma aluna estava indecisa com o curso dela e, em sucessivas tentativas desesperadas, seguia procurando na opinião das outras pessoas a solução pro seu próprio problema. E então, esse professor começou a sua explicação, que foi mais ou menos assim: “Tu precisa te arriscar pra descobrir o que tu gosta e o que não serve pra ti. Por exemplo: tem gente que vive sonhando em encontrar um grande amor, mas não sai de casa. Como é que alguma coisa vai mudar na vida dessas pessoas se elas mesmas não se dão muita oportunidade? Agora imagina as pessoas que saem um pouquinho mais de casa, conversam com outras que nunca viram, transformam desconhecidos em conhecidos… As chances de ESSAS pessoas encontrarem quem tanto procuram é MUITO maior, concorda? O mesmo acontece com praticamente todas as outras coisas, incluindo o curso que tu procura.”

De alguma maneira, isso mudou toda minha vida.

Puta clichezão dizer isso, mas é verdade.

Comecei dizer “e por que não?” cada vez que surgia um convite de algum amigo pra sair, nem que seja pra ir até um Subway da vida (coisa que antes eu gastava mais energia pensando nas desculpas pra justificar um “não” do que nas possibilidades de um “sim”). A intenção aqui não era exatamente encontrar um grande amor, mas ter uma ideia do que eu poderia estar perdendo quando decidia, sem pensar duas vezes, ir direto pra casa (lá onde eu mesma posso decidir quase tudo o que acontece e premeditar o restante do dia). Só mudando ISSO já conheci tanta gente incrível (e tanta gente que eu passei a abominar) que nem cabe contar. Se meu eu do futuro fosse fofocar pro meu eu do passado as coisas que eu viveria nessa cidadezinha pequena só com essa mudança de pensamento, nem eu mesma acreditaria.

Parei de me culpar por ter começado a estudar em 2 cursos diferentes em 2 universidades diferentes e não ter me encontrado em nenhum deles. E comecei a ver a coisa de outro ângulo. Cada uma dessas experiências me trouxe (e tá trazendo) uma infinidade de aprendizados que eu nem mesmo imaginava. E o mais bonito de tudo é que isso não fica só no campo profissional. Se estende às habilidades pessoais também – talvez especialmente. Viajar sozinha, puxar assunto com estranhos, não ter mais vergonha de expôr minha opinião (mesmo quando difere de todas as outras do grupo), ser crítica, saber evitar gente que não desperta uma versão boa de mim, entender quando é hora de ficar e quando é hora de partir, fazer umas loucuras com gente que conheço há poucos dias ou meses… Ih, a lista é longa. E, como se não bastasse, descobri que hobbies nem sempre podem ser transformados em profissão. E que a profissão que tu vai te encontrar talvez nem estivesse na tua lista de opções.

E como tu vai descobrir?

Tentando. Quebrando a cara. Tentando de novo. Quebrando a cara de novo. Tentando mais uma vez. Quebrando a cara mais uma vez. E tentando de novo. Até acertar.

Cada um desses erros é que vai te dar o suporte necessário pro teu acerto. É te expondo a novas experiências que tu vai te transformar da pessoa que tu é pra pessoa que tu precisa ser. E é a pessoa que tu precisa ser que vai conseguir te guiar pra evolução.

Inclusive, por falar em evolução, quem aqui não se perguntou dezenas de vezes qual o sentido de estar por aqui? Ou como descobrir o caminho da felicidade?

Tu já parou pra pensar que talvez, ao contrário do que as pessoas vêm nos falando há uma VIDA, o sentido pode não ser “ser feliz”? Foi no meio de um teatro que eu levei o tapão na cara. Sim, eu também era uma dessas sonhadoras que acredita que tem que a felicidade estava logo ali. E a culpa não é nossa. É que isso já criou raízes TÃO profundas em toda a sociedade – e é ensinado pra gente desde tão pequenos – que a gente nem se questiona mais. Mas, se tu parar pra pensar, talvez a gente não esteja aqui pra ser feliz e sim pra evoluir.

Tenta tirar o peso de “ser feliz” das costas e  começa a ver a vida da perspectiva de que tudo é “evolução” e me diz se não faz mais sentido. Cada experiência, cada erro, cada acerto, cada sorriso, cada lágrima, cada grito, cada tombo… Tudo contribui pra tu te tornar uma pessoa melhor. Evolução. E a felicidade? A felicidade é um estado de espírito. Não tem como tu “ser feliz”, mas “estar feliz”. Uma hora tu está feliz, na outra triste, em outra hora tu está radiante… Mas, na maior parte do tempo, tu está neutro. Quando tem picos de um sentimento ou de outro é que a coisa muda.

Então faça o favor pra ti mesma de parar de te culpar pelas decisões aparentemente erradas e vai aproveitar essas oportunidades maravilhosas de evolução.

 

 

[E volta pra ler isso aqui cada vez que tu te sentir desmotivada. Tua memória não é das melhores e é exatamente por isso que tu usa teus textos como nota mental. E fala sozinha escrevendo. Porque em texto tá permitido. E tenho dito.]

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