rabiscos do tempo

(Antes de começar a ler: dá play aqui, por favor)

A beleza dos lugares antigos está na história não escrita. Se esconde na energia que paira sob aquilo que foi, mas que não é mais.

No desapego da vida com a própria vida.

Naquilo que ficou depois que a morte foi convidada para um café e saiu, ao final do evento, levando todos os convidados consigo. Escancarando que até ela deixa algo para trás.

Os vestígios ficam nas rachaduras da parede, nos detalhes esculpidos à mão naquele relógio ao alto da porta, na estrutura que mantém o vestido de época de pé.

No estalar da folha seca ao ser envolta pelas mãos da criança que ri, pois vê graça no barulho.

Essa mesma criança, que um dia crescerá, dará risadas, chorará e, inevitavelmente, envelhecerá. E levará consigo apegos para que os outros sejam obrigados a desapegarem-se daquilo que nunca pararam para pensar em como um dia viveriam sem.

Mas a energia fica. E anos, séculos ou até mesmo milênios depois, você irá sentir. Talvez não entenda exatamente o porquê, mas ela te abraçará toda vez que você visitar o lugar onde ela fora criada.

É a beleza envolta nos lugares antigos.idem iii

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