“Tem gente que é ‘chegada’ e tem gente que é ‘despedida'”.

Li isso no página do Leandro Neko, escritor/compositor/baterista cujo trabalho acompanho há alguns meses e, desde então, fiquei por MUITO tempo com isso martelando na cabeça. Fez todo o sentido do mundo pra mim. Nessas, no entanto, depois semanas pensando nas pessoas que invadiram a minha vida, tentando descobrir se são ‘chegada’ ou ‘despedida’, me peguei refletindo sobre mim mesma.

Tipo quando tu tá caminhando ao redor do laguinho, olha pra água e se encanta com o céu no chão. Percorre com os olhos toda a paisagem se espelhando ali. Te encanta com o mundo ao contrário e, de repente, dá de cara com a tua própria cara. E fica ali, observando o quão louco é esse negócio de ser ao mesmo tempo só e de ter a companhia de estar contigo mesmo. Sabe?

Mas, ok, e aí? Sou chegada ou despedida?

Descobri que nem um, nem outro. Sou anti horário, do contra, como sempre. Meu mundo orbita para o lado reverso, sabe?

Descobri que sou ponte.

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