Explodi. Mesmo. Com direito a gritaria, nó na garganta e lágrimas riscando o rosto. Acho até que demorou bastante pra isso acontecer.

É como um balão que tu enche de ar, coloca mais ar, faz um nó e alguém vem espetar um alfinete. Humanos são como balões. Tu os enche de tarefas, tarefas e mais tarefas, obrigações que não se esgotam nunca, coloca um prazo curto e então chega outra pessoa, que não sabe de metade do que se passa, e resolve dizer que na verdade a culpa disso tudo é tua, que tu que não se esforça pra fazer tudo diferente e tu que te foda.

Eu sei reconhecer quando é minha a culpa. E esse não é um desses momentos.

Como ninguém percebe que quando se vê alguém estressado o melhor é oferecer ajuda? Se não for possível a prática, que seja emocional. Nada como alguém que te entenda, saiba se colocar no teu lugar. Não preciso de mais uma pá de terra quando já estou no fundo da cova.

Só que aí entra um detalhezinho, coisa pequena, pode parecer, mas tô achando que não é. O tempo. Sabe, aquele, que guia toda a tua vida? Que tu não tem controle sobre? Ele tem um poder incrível de passar rápido quando não deveria e se arrastar quando deveria passar rápido.

Sono.

Estresse.

Muitas coisas por fazer.

Pouco tempo.

Pouquíssimo tempo.

Sensação de impotência diante da própria vida.

Desabafos.

Gritaria.

Explosão.

Sono.

Mais coisas por fazer.

Tempo se esgotando.

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