Sobre afeto

Esse meu jeito de me apegar demais às pessoas com quem sinto empatia, mesmo conhecendo-as há tão pouco tempo, só tem acabado em… merda.

Porque fico todo o tempo imaginando cenas de nós juntos. Esboços de cenas que guardo em algum arquivo do tempo… Naquela gaveta com a plaquinha “Futuro”. Mas como saber se elas realmente vão acontecer ou se tudo não passa de ilusão? Pior: como fazer com que se tornem parte da realidade?

Essa história de entrar na vida dos outros sem pedir licença me parece tão… Invasiva. Puxar assunto feito uma idiota, achando que está fazendo grande coisa, quando na verdade pode estar apenas atrapalhando a outra pessoa. (Você não sabe realmente como ela está, afinal vocês estão apenas olhando para uma tela luminosa presa a algumas letras). Tentar ajudar e atrapalhar mais ainda. Ter uma intenção e achar, bem lá no fundo, que ela é recíproca quando, na verdade, não é. Sabe?

E aí eu lembro que essa maldita empatia antecipada me fez criar uma intimidade com você dentro da minha mente que, na realidade, não existe. É apenas ilusão. Um afeto hibernado esperando para despertar.

E me dou conta que esse “nós” que eu criei não passam apenas de nós mesmo. Nós de lembranças de momentos que eu ainda não vivi. Esperando para serem desatados. Em algum segundo guardado naquela gaveta, daquele arquivo… Lembra?

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