Se tudo passa, talvez você passe por aqui (Parte 1 de 2)

Chego na aula. Atrasada, como sempre. Sento no primeiro lugar que avisto naquela sala lotada. Trabalho em dupla. ÓTIMO.

Do nada, alguém senta na classe vaga, à minha esquerda. OPA. Como é que tu me achou? De onde tu brotou? OI. Sinto seus olhos na minha direção; tento me controlar silenciosamente para não demonstrar vergonha ou curiosidade ou qualquer coisa do tipo. Congelo. Finjo que estou prestando atenção na aula.

– Ei, tu tá sem dupla? Faz com a gente.

Alguém o chamou para fazer o trabalho. Acontece que eu também estava sem dupla, pois a única conhecida que eu tinha ali parecia ter esquecido da aula naquele dia. Mas covarde, como sempre, nem olhei pra cara do guri. E aí me ofereci para fazer o tal trabalho com os punks da minha sala. PRA ISSO EU TENHO CORAGEM. Ódio.

A noite passou lentamente. E nada de extraordinário aconteceu nem naquele dia, nem nas semanas seguintes. Quer dizer, até o último dia de aula.

(Parte 2)

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