Nem tão útil assim

Acho que todo ser humano nasceu com a triste e imbecil habilidade de procrastinar. Eu sei, sempre vai ter alguém que vai pensar: “Eu não! Cumpro todas minhas tarefas dentro do prazo, sou organizado e quase nunca a preguiça me pega.” Ok, e qual foi a última vez que tu foste visitar teu melhor amigo? Quando foi que achaste um tempo suficientemente longo para conversar com quem te faz bem? E para ocupar o tempo livre com teus hobbies prediletos? Quando deixaste o trabalho, os compromissos e todas essas tarefas estressantes – porém necessárias para a sobrevivência no mundo capitalista – para os pedidos da alma?

Desde pequena ouço meus pais comentando que onde a família realmente se encontra e ninguém adia em última hora são nos enterros. Agora que cresci, parece que isso ainda não mudou. Sad, but true. Sabe, acho que a gente acaba passando uma vida inteira trabalhando feito loucos – no que resulta em MEIO ANO de puro imposto pro Governo – e esquece das coisas mais primordiais da vida. Sei lá, como ninguém percebe? Por que ninguém faz nada pra sair desse ciclo? Todo mundo simplesmente se conforma com a “falta de tempo” pra de fato viver e só encontra o dito cujo quando o compromisso é INADIÁVEL, como um enterro. Ou, sei lá, um evento que tu sabe que, caso tenha novamente, vai demorar pra caramba. Aí tu misteriosamente consegue adiar os compromissos inadiáveis pra viver um pouco. E por que não fazer disso um hábito?

Acho que todo ser humano nasceu com a imbecil habilidade de procrastinar momentos e reencontros. Infelizmente.

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