Viajando nos sons

Com essa rotina de idas e vindas da universidade – que não fica na mesma cidade em que eu moro – e somando a minha incapacidade de conseguir dormir em um ônibus, estou me obrigando a achar coisas novas pra fazer. Ler, que normalmente seria minha primeira opção, me dá medo desde que eu li uma publicação, há muito tempo,  no site da Super Interessante que fala sobre um caso em que descolou a retina do cara que lia durante a viagem. Sei lá, como diz o ditado popular, “melhor prevenir do que remediar”. Desculpa, mas prefiro algumas horas de tédio e ter minha retina coladinha do que o contrário.

Enfim, a opção “ler” estava descartada. Fui pra minha segunda, que era ouvir músicas, o que desencadeou numa teia infinita de procura por novidades. Por sorte, coincidência, ou seja lá o que for, um dos meus melhores amigos havia me apresentado meses atrás músicas que, apesar de terem estilos totalmente distintos, me agradaram demais.

Um dos projetos musicais chama-se Visconde. É um trabalho paralelo do Lucas Silveira, da Fresno, que em nada lembra o ritmo da sua banda principal. São músicas mais calmas, com letras que retratam a angústia na demora por encontrar “alguém que te faz sorrir” (desculpa, não resisti), a tristeza que trazem certas enrascadas que a vida te mete ou casos de amores mal-resolvidos… Nas palavras do próprio Lucas que encontrei há pouco, por acaso, mas se encaixaram perfeitamente no contexto: “O tal do Visconde é um som que tou fazendo na baia. Sonzito pra botar o fone e dar uma morrida no busão lotado. É isso aí. Farei mais.”

Lucas, o cara do Visconde

O outro som vem de uma banda aqui do Rio Grande do Sul chamada Tópaz. Os caras acabaram de lançar seu terceiro CD, chamado Onze Nós.  Aliás, no próprio título se encontra uma característica que se torna marcante em todas as músicas do álbum: o significado é aberto à livre interpretação, que varia de acordo com as experiências de cada um de nós, ouvintes. O “Nós” do título, por exemplo, podem ser entendido como uma referência à 1ª pessoa do plural ou serem nós do tipo… de corda, sabe? Se o que tu precisa é te surpreender, com certeza a Tópaz é uma ótima pedida. O melhor de tudo? Assim como o III (segundo álbum da banda), o Onze Nós tá disponível gratuitamente pra download. Sem contar, é claro, o fato de eles estarem lançando aos poucos vídeos e textos com o significado de cada música, como foi o caso de “Suicídio ao contrário”, uma das minhas favoritas.

Banda Tópaz

Ambos me agradaram não apenas pelo ritmo, mas pelas letras, em si. Gosto de parar e prestar atenção em cada uma delas – e em inúmeras vezes me identificar – e isso é uma das partes boas que essas viagens diárias me proporcionam. Pra quem compartilha do mesmo gosto, siga em frente!

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