“Amor e outras drogas” (literalmente)

Há alguns dias, em uma festa (e olha que festa não é bem a minha praia), vi a situação em que se encontrava uma conhecida e, junto com alguns amigos, fui conversar com ela para ver o que se passava. Meio doida ela sempre foi e, para falar a verdade, isso nunca me incomodou. Pelo contrário, provocava boas risadas. Porém, naquele dia ela estava diferente. Ok, fiquei sabendo em seguida, a garota tinha discutido com quem ela considera seu amor. Ela tinha bebido mais do que deveria e, para piorar, de estômago vazio. E começou a confessar certas coisas que nunca havia mencionado. A droga? Uma delas. Qualquer um sabe (ou deveria saber) que a porta de entrada para esse mundo está aí, basta querer abri-la. Inofensivo não é um adjetivo adequado para definir um cigarro, que seja. Obviamente, nós repreendemos ela não apenas nessa ocasião, como nas oportunidades seguintes. Sem sucesso.

Por mais que eu tenha tentado, nunca compreendi a razão exata que leva uma pessoa a se aproximar das drogas (e/ou do álcool em excesso). E, veja bem, conheci de perto algumas delas através de visitas a abrigos de reabilitação há pouco tempo. Ouvindo um pouco cada um dos que lá estavam internados percebi que, embora existam as diferenças (muitas vezes sutis) entre suas histórias, a unanimidade prevalece quando se trata de drogas: nunca experimente. Pois, uma vez que você entrou no ciclo, sua saída é incerta. Aliás, chega um ponto da conversa em que as palavras poderiam ser dispensadas; o arrependimento está escrito no olhar.

A sensação de quando se sai de lá é… Como uma espécie de transe. Você entra em um estado de reflexão, mesmo que não queira. Foge do controle. Aliás, quem tiver oportunidade de algum dia visitar um abrigo desses, visite. Conhecer o lado sombrio da vida às vezes pode fazer bem.

2 respostas em ““Amor e outras drogas” (literalmente)

  1. Lê, o mundo das drogas é um vicio e conheço de perto o caso de uma pessoa que entrou nesse mundo. Só passado mais de 20 anos conseguiu sair, mas as mazelas estão lá e o vicio da droga é sempre substituído pelo álcool ou pelo tabaco.

    Há maneiras mais saudáveis de sermos felizes. Seja feliz, Lê, seja muito feliz :)

    • E pra quê procurar mais um problema se já existem tantos a serem enfrentados, não é? Realmente, há muitas maneiras melhores… Sejamos felizes!

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