Corta!

Eu estava aos prantos. Lágrimas e mais lágrimas. Tu estava no carro, indo embora pelo asfalto, me olhando pelo vidro traseiro do automóvel. Eu estava lá, parada no meio da estrada, te vendo ir embora e sem fazer nada. Não sabia mais como reagir. Fiz um coração com as mãos. Tu fez também. Ficamos nos olhando por longos instantes.

Tive que entrar no meu carro. Chegamos em algum lugar cheio de prédios e casas. Por algum motivo louco, nossos carros se cruzaram no meio da cidade. Eu queria te falar algo, mas não conseguia. Tu puxou um bloco de papel gigante do Banrisul e tava tentando me dar, enquanto nossos carros estavam próximos, em movimento. Eu tentava pegar, mas não conseguia. Até que, bizarramente, tu me passou pelo viro de trás do meu carro (naquele estilo do filme ~antigo pra caramba~ em que a Angélica entra na televisão). Eu queria escrever, mas só tinha caneta. Eu precisava de um canetão pra que tu pudesse ler de longe.

Nós paramos num supermercado. Aproveitei pra, junto com meu irmão, procurar o tal canetão. Até que… te encontrei! Nós nos abraçamos e ficamos andando pelo supermercado abraçados. Estávamos procurando o canetão (pra quê, meu Deus?). Até que… Acordei.

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